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A riqueza da pobreza

Fãs,

Mamãe fica triste quando vê as pessoas pobres, vovó té chora quando vê aqueles documentários tristes na televisão, aquelas notícias que sei lá. Pois pra mim os humanos mais pobres parecem os mais ricos: não precisam tomar banho, não trabalham, estão ali no chão sempre dormindo e adoram papelão. Se eu fosse humano, não quereria ser um rico empresário, cheio de perfumes e roupas pesadas, quereria ser um mendigo que dorme sobre o papelão. Quereria a liberdade da vagabundagem e a riqueza da pobreza. Mamãe diz que não sabe o que falo, pois isso é a fome, o abandono, o descaso. Provavelmente estou errado, pois não entendo de humanos, mas não consigo achar que um homem dentro de seu BMW, com seu terno, sempre falando ao celular pode ser mais feliz que um mendigo sobre seu papelão, habitando o mundo e dormindo o dia inteiro.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

 

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4 comentários em “A riqueza da pobreza

  1. É Borges, nós humanos temos, no geral, uma visão muito equivocada do que é ser feliz. Tá certo que um humano dormindo sobre um papelão na rua não é igual a um gato numa caixa em uma casa. Mas daí a “precisar” de tanta coisa pra viver…

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