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As horas derretidas

Fãs,

Um relógio escorre pelas prateleiras da biblioteca, segundos pingam no chão. As gotas não fazem ploc, pluc, buc quando caem. Fazem tic e tac. E se revezam, assim, numa música temporal. Meu relógio é uma ampulheta sem areia e eu o olho sem me preocupar. Nunca tive pressa. Talvez seja essa uma das características felinas que mais irritem os humanos.  Nunca tive medo do relógio, sou capaz de deitar e vê-lo derreter até restar apenas o ponteiro dos segundos. Depois deito, durmo, sem pressa. Nunca obedeci o tempo dos relógios.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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6 comentários em “As horas derretidas

  1. ♫ tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio…

    Imagina se pingasse sachê?

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