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Borges, o contraditório

Fãs,

Nunca se deve começar um texto com uma citação, principalmente se ela for falsa“. (Machado de Assis)

Não é que eu goste de me contradizer, mas gosto. Vejo nestes tempos de disputa política que as pessoas têm muito medo de trocar de opinião, como se isto fosse ruim: “a senhora não tinha dito isso”, “naquele tempo não era assim”, “mas o senhor defendia coisas diferentes.” Pois eu não tenho vergonha nenhuma, a não ser de coisas que eu jamais diria como que ontem eu preferia a ração de atum e hoje prefiro de frango e que eu gostava mais do sachê da Whiskas e agora gosto mais da Friskies. Fora isto, toda mudança de opinião é bem-vinda. Imaginem se as pessoas continuassem achando que gato preto dá azar… Quando estou no chão, peço colo. Quando estou no colo, peço chão. Desde que todos sejam obrigados a dormir, comer e brincar diariamente, sou totalmente favorável ao fim das obrigatoriedades e mudanças de opinião, ainda que se deve conservar sempre o que se pensou antes ou não.

Por Borges, o gato – @borgesogato

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3 comentários em “Borges, o contraditório

  1. As portas devem conhecer bem seu reposicionamento de opinião. Se esta dentro quer sair. Quando sai quer entrar. E assim prossegue.
    Se bem que no caso da porta, talvez não seja mudança de ideia, mas sim a verificação de que o humano está adestrado e a ratifcação da cadeia de comando.

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