Borges, o memorioso

Fãs,

Hoje sentei meu rabo na janela e voltei a ler o meu xará. Catei na minha biblioteca de Babel o livro Ficções. Há um conto dele chamado Funes, o memorioso. Lendo a história, fiquei pensando sobre a memória de um gato, o quanto nossa memória será diferente da de vocês humanos? Nunca vou saber exatamente, pois nunca serei humano, mas acho que nossa memória é bem melhor e isso  às vezes me parece tão ruim. Até hoje lembro do meu primeiro banho e fujo da água. Até hoje lembro do primeiro chute na bunda e fujo de estranhos. Até hoje lembro do Campo de Santana, da gaiolinha e da solidão. Humanos têm a memória tão fraca que acham que ser muito memorioso é coisa boa: eles acham que quem decora mais coisas é mais inteligente, mas mais inteligente é aquele que esquece mais rápido de tudo que é ruim. Para que se precisa decorar a tabuada dos 7 se não se usa para nada? Para que tem que saber todas a capitais do Brasil  e todos os afluentes do rio Amazonas? Eu sei, mas dificilmente me servirá… sou uma espécie de Funes, o homem que não esquecia de nada, só que muito mais fofo e peludinho.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

Lendo Funes, o Memorioso, sentado na janela

Funes, o memorioso

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