Calamidade Pública

Olá, fãs!

Hoje venho aqui como testemunha ocular da história. Choveu muito no Rio de Janeiro. Chuva é uma coisa terrível para nós gatos, pois é como se Deus quisesse dar banho na gente. Mas, por outro lado, são tantos gatos pra Deus lavar que ele não consegue acertar nos que se esconderam debaixo da cama.

Minha irmã se safou da chuva, mas seu reinado não. O Christelo ficou maltratado com a tempestade, a catcave ficou alagada e as caxinhas de papelão estão molengas por causa da água. E não apareceu nenhum Zeca Pagodinho de triciclo para ajudar minha irmã. Eu mesmo não pude ajudar, afinal, não piso com minhas almofadinhas em poças de água. Christie ficou assistindo seu reino virar uma nova Atlântida, submersa na chuva.

O rei das terras inferiores, meu tio Mario Grey, esteve aqui em nosso recinto em uma visita de solidariedade à Christie. Porém, aí começa o curioso da história: ele deu pitacos demais e a Christie não gostou.

- Ah, sobrinha, você deveria ter colocado vidros na varanda no lugar de rede, assim não teria molhado tudo…. ah, Christiem você deveria ter caixinhas de outro material que não o papelão assim elas não teria se desmanchado…. ah, Christie, a catcave que você me deu e depois tirou de mim está toda molhada, se estivesse comigo não estaria assim.

Fãs, as fêmeas são sempre terríveis quando irritadas. Christie foi ficando cada vez mais nervosa com os comentários do Mario Grey, até que resolveu enfiar a pata no focinho dele e foi uma surra incrível de almofadas patais.

Agora, Christie está ali arrasada, pois jurava que seu Christelo hoje estaria todo reformado e lindo, só que ele está totalmente arrebentado por causa da chuva. Porém, ela prometeu reformá-lo e reerguer seu “império republicano” (como assim?). Será? Em alguns tinhas mais notícias.

Mandem mensagens solidárias para a Christie, momento difícil de catástrofe aqui.

 

Ass.: Borges, o gato. – @borgesogato

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Christie recebendo a visita do Imperador Mario Grey!

 

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Irritada com a chuva e com as sugestões do Grey, Christie resolveu dar-lhe almofadadas gatais e patais na cara

 

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Grey saiu desesperado do Christelo pensando: “esta rainha é louca!”

Faxina na casa, digo, no castelo, digo, no Christelo

Olá, amiguinhos! Tudo bem? Sou eu a Christie! hihihi

Quanto tempo, né? Nuooossa, minha vida tem andado muito corrida: tenho brincado muuuito, pulado muuuito, comido muuuito e comido muuuito. Qual o ruim disso? Não tem sobrado tempo para as atividades do lar. É, atividades do lar, pois apesar de eu ser rainha presidenta, eu não tenho muitos súditos empregados, né? Só Borginho e ele não faz nada! Aí meu Christelo da Alvorada tá todo bagunçado, cheio de caixinhas de papelão espalhadas, catcave revirada e problemas estruturais sérios. Acho que ele vai desabar a qualquer momento se eu não fizer uma reforma!

Vou me aventurar em arrumá-lo, ele tá cheio de pelo de gato, não sei como que pode isso! hihi. Tenho que colocar as caixinhas em seus lugares, ajeitar a catcave, essas coisas.

Como sou uma democrata, vamos fazer o seguinte, você vai me ajudar a arrumar as coisas, diz o que deverá ser feito de reforma e arrumação no Christelo e eu vou tentar providenciar, tá? Vamos lá. Estou aqui lendo e providenciando as sugestões (se não forem muito loucas)! Amanhã vocês terão uma surpresa.

Ass.: A gata Christie.

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Assentos

Escute, rapaz, você já parou pra pensar direito o que é uma cadeira? A cadeira faz o homem. A cadeira molda o sujeito pela bunda, desde o banco escolar até a cátedra do magistério. Existe algum mistério no sentar que o homem, mesmo rindo, fica sério. Você já viu um palhaço sentado? Pois o banqueiro senta a vida inteira, o congressista senta no senado e a autoridade fala de cadeira. O bêbado sentado não tropeça, a cadeira balança mas não cai. É sentando ao lado que se começa um namoro. Sentado está Deus Pai, o presidente da nação, o dono do mundo e o chefe da repartição. O imperador só senta no seu trono que é uma cadeira co’imaginação. Tem cadeira de rodas pra doente. Tem cadeira pra tudo que é desgraça. Os réus têm seu banco e o próprio indigente que nada tem, tem no banco da praça um lugar pra sentar. Mas mesmo as meninas do ofício que se diz o mais antigo têm escritório em todas as esquinas e carregam as cadeiras consigo. E quando o homem atinge o seu momento mais só, mais pungente de toda a estrada, mais uma vez encontra amparo e assento numa cadeira chamada privada.” (Chico Buarque na peça Gota d’Água)

Gatos não têm bunda. Não que não tenham filosoficamente bunda, pois a bunda psicológica, abstrata, filosófica, até uma tartaruga tem. O que nós gatos não temos são aquelas bochechas grandes bem arredondadas que escondem o buraco. Pra compensar, temos rabo. Rabo é algo elegante, imponente, dá um movimento, um charme. Os  animais possuem rabo: leão, urso, pavão e gatos.  Porém o homem não tem rabo, mas ele tem bunda e por inveja de não ter rabo, muitos chamam sua bunda de rabo. Já as mulheres criaram até um penteado chamado de rabo de cavalo. Mas, não estou aqui hoje para discursas sobre rabos e bundas (prometo um post sobre isso), mas sobre o lugar onde os pomos: assento.

Meu tio Grey tem como assento um grande trono real: entapetado, imponente, majestoso. É um trono que o lembra a todo tempo que ele é rei. Caso ele venha a sofrer um dia de alzheimer, o assento o lembrará a cada segundo: Grey, és rei! Já a Christie é uma rainha que gosta de privacidade, tem seu trono imenso e moderno e tão mágico que dizem os homens que corre um rio por dentro dele, porém estes mesmos homens que reconhecem isso ajudam a poluir o rio. Eu, humilde, não sou rei, sequer tenho trono. Gosto de sentar sobre o guarda-corpo da varanda, fazendo companhia pra noite que se assenta sobre a calçada. O gato, por mais que goste de diversos assentos: cadeiras, sofás, privadas. É ficar deitado que o gato ama. Só há um objeto insubstituível, melhor que qualquer assento, ele se chama cama!

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Minha mãe humana, tão felina

Fãs,

Engraçado pois vejo na televisão várias crianças comemorando o dia das mães e, elas, conheceram suas mães antes mesmo de nascer. Estavam ali na barriga, sentindo-a, ouvindo-a. Eram praticamente a mesma pessoa. Eu não. Bom, eu sim. Mas não é desta mãe que conheci antes de nascer que falo. A mãe da qual falo, conheci depois de nascer. Quando conheci minha mãe, sequer sabia que era minha mãe. Era uma moça que passou do lado da gaiolinha e eu fiquei olhando. Depois me enfiou dentro de uma caixa de sapatos e me trouxe pra casa. Nos primeiros carinhos que ganhei é que fui percebendo: nossa, é minha mãe, ela me acaricia como uma gatinha peluda me lambeu um dia.

Christie conheceu nossa mãe já em casa, escapou do ônibus, da rua barulhenta e veio em um serviço Delivery trazida pela tia da Árvore de Noé. Nos primeiros carinhos, recordou o que era ter uma mãe e, hoje, ambos, sabemos todos os dias o que é isso.

O que amo em nossa mãe é que ela é assim, felina como nós. Ela não é uma heroína, não é um robô, não é uma extraterrestre. Ela é uma gata, uma gata que ama seus filhotes, é preguiçosa como nós, mas também sabe caçar como nós. Nossa mãe é uma gata por direitos adquiridos. E sinto que cada dia que passa, ela fica com mais carinha de gata, vai se transformando. Já vejo o dia em que vai lamber seu próprio pelo, subir na pia do banheiro, ronronar, comer no potinho e até vomitar um bolão de pelo. Mamãe é como nós. Daríamos mil mariposas para ela, daríamos mil ratinhos para ela, daríamos mil lagartixas para ela, mas como sua metamorfose ainda não está cem por cento acabada, vamos dar só muuuuito carinho.

De nada mamãe por te deixarmos tão feliz no seu dia. De nada mesmo! Mamãe, Emanoelle gatinha <3

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No colinho da mamãe

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Christie no colinho da mamãe

Faz de conta

Fãs,

Acordados ou dormindo, estamos sempre fazendo de conta. A vida vale mais a pena pelo que ela não é do que pelo que ela é. É uma eterna esperança: vivemos porque amanhã o petisco vai ser melhor, a ração vai estar mais fresquinha, a brincadeira será mais legal e este amanhã é sempre amanhã. Eu faço de conta que o braço da vovó é uma incrível caça e mordo e arranho e me divirto, pois se o braço da vovó fosse só o braço da vovó, seria até fofinho, mas não teria qualquer emoção. Já Christie sonha que é um pássaro, voa igual superman. Pois sonho é um eterno faz de conta, no sonho se sonha que se está acordado. E não será também a vida sonho, um eterno faz de conta que estamos brincando de algum outro lugar que não sabemos ainda qual é?

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Faço de conta que o braço é caça

 

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No sonho, Christie faz de conta que está acordada e que é o Superman

 

Friozinho

Olá, amiguinhos! Tudo bom??? Sou eu, a Christie de novo!!!

Estou aqui vestindo meu casaquinho de pele preto porque tá um friiiiiozinho gostoso. Gosto do frio, pois ele faz a gente gostar muuuito mais da nossa família!! Exato, isso mesmo. Quando tá frio, eu fico mais pertinho da mamãe, do papai, peço até pra eles me abraçarem. hihihi Frio é amor!

Mas quando papai e mamãe  não estão em casa, eu e Borginho ficamos procurando um lençolzinho. Eu gosto de ficar toda cobertinha, só com as orelhas de fora, já o Borginho ele esconde o focinho rosa dele e deixa o traseiro imenso dele de fora. Ele diz que sente frio no nariz que não tem pelo, já a bunda é toda protegida.

Frio é engraçado, dá uma dorzinha no corpo, os movimentos ficam mais pesados, dá sono, os ossos ficar mais duros, aí pra aquecer eu tento correr, correr, correr pela casa, escalar pelas paredes, miar bem alto na varanda. Mas Borginho não, Borginho fica só igual a um bocó com a cara coberta. Acho que o frio deixa ele mais tímido. Vai ver que é o mesmo que acontece com os humanos, dizem que no frio eles ficam mais em casa, deve ser mesmo timidez.

Ass.: A gata Christie

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A doença de rimar

Olá, amiguinhos. Tudo bom? Sou eu, a Christie. hihihi.

Eu que vim escrever hoje porque Borginho tá dodói. Ele tá com a doença da rima. Ele não consegue falar mais naaaaada que não seja rimando! Isso parece ser muito grave.

Hoje eu estava no banheiro esperando mamãe sair do banho e perguntei se Borginho queria tomar água na pia. Aí ele respondeu:

- Christie, não seja anta/ se estou aqui é porque quero molhar a garganta

- Ai, que mal educado, Borginho, eu só queria puxar assunto.

- Adoro sua companhia / mas preferia falar sobre filosofia

- Mas eu não sei quase nada de filosofia, de quais filósofos você quer falar?

- Sartre, Nietzsche, Platão / Agostinho, Hegel e Zenão.

- Chato. Vou pro quarto, é melhor.

Aí, fãs… quando fomos comer, Borginho novamente apresentou sintomas da enfermidade.

- Nossa que comidinha boa, Borginho.

- Está abençoada / não a trocaria por nada.

- Ih, você já tá rimando de novo?

- Não seja tosca / boca fechada não entra mosca.

- Ai, perdi até a fome, Borginho.

- É bom que sobra mais pra mim / espero que seja sempre assim.

Aí, fãs! Quando eu estava quase dormindo na minha caixinha de papelão vem ele.

- Christie comece a se apertar / na caixinha também quero deitar!!

Ah, não! Confesso que saí dali e deixei a caixinha toda pra ele. Vai que é mesmo doença e pega!

Ass.: A gata Christie

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O tapete voador

Olá, amiguinhoooooos! Tudo bom?

Hoje eu estava dormindo, dormindinha mesmo, quando ouvi uma conversa do papai com o Borginho no banheiro.

Borginho dizia:

- Papai, o que é isto que você está colocando no banheiro?

- É um tapete novo, Borges.

- Um tapete de banheiro?

- Isso!

- Um tapete de banheiro para vocês usarem depois que sair do banho?

- Isso!

- Um tapete para vocês não molharem o banheiro?

- Não, Borges! É um tapete voador!

Caramba, quando ouvi o papai dizendo isso, fiquei mega feliz!!! Abri os olhos ainda na cama e fiquei só esperando ele sair do quarto pra ir lá usar o tapete sem que ninguém percebesse.

Fiquei fingindo que tava dormindo, até abri mais a boca e deixei escorrer um pouco de baba no cantinho!

Quando papai se foi, corri pro banheiro, subi no tapete mágico! Mas nada dele voar: tentei Alakazam, Sim sim salabim, voa-te sésamo e nada! Nem com por favor, tapetinho, voa! Agora estou em busca de descobrir as palavras encantadas, mas isso é o menos importante. O importante é que agora eu tenho um tapete voador, que por um pequeno detalhezinho, ainda não voa.

Ass.: A gata Christie

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Eu tava dormindo, quando ouvi falar em tapete voador!!!!

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Eu tentando fazer meu tapetinho voar!

A campainha de fazer cheiro

Fãs,

Humanos possuem no banheiro uma campainha de fazer cheiro. É um botãozinho que eles apertam depois de fazer cocô. O pior é que o cheiro é tão perturbador quanto.

Curioso é que já ouvi gente falar: “nossa, cocô de gato é muito fedido, por isso que ele enterra!” Penso cá com meus pêlos: o seu cocô é muito cheiroso, né? Por isso que você fica jogando perfume em cima.

Humanos, sério, um conselho: parem de ficar lavando seus cocôs, jogando na água, poluindo tudo. Tenham em casa um potinho de areia para vocês o enterrarem, é orgânico, não vai fazer mal à natureza. Depois, não gastem papel com isso. Papel é bom pra escrever e não pra passar na bunda. Vocês podem lavar o traseiro já que gostam tanto de água e que muitos de vocês não alcançam pra lamber.

Aqui em casa tento convencer diariamente meus pais a ter seu potinho de areia, mas eles não me ouvem e ainda ficam adquirindo objetos estranhos como essa campainha de fazer cheiro, é terrível, fica uma mistureba de odores com cheiro de flores e de gente que forma um cheiro novo, uma espécie nada atraente de cocô florido.

Ass.: Borges, o gato

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Christie e eu, observando a incrível campainha de fazer cheiro

 

 

Mil e uma histórias contadas à noite

Fãs,

Outro dia me perguntaram no ask (http://ask.fm/borgesogato) que livro eu ainda não tinha lido e gostaria de ler. Respondi que As Mil e Uma Noites. Pra minha surpresa, papai e mamãe (que também são leitores do meu ask) chegaram com um presente aqui em casa e quando abri, que emoção! Lá estava Livro Das Mil e Uma Noites em 4 volumes!

Logo desembrulhei e fui lendo as primeiras palavras “Louvores a Deus, soberano generoso, criador dos homens e da vida…” Ah, para os que não sabem, sou memorioso e fascinado por primeiras frases de livros. Sei várias de cabeça. Em respeito ao título da obra, vou deixar para lê-la sempre à noite, antes de dormir, nem que seja uma frase só. É uma história muito felina e que tem muito a ver com nosso blog, creio, pois se passa à noite, horário em que mais gostamos de ficar acordados.

Para os que não sabem, vou fazer um resumo tolo para que entendam a graça do livro: Diz a história que um rei foi traído por sua esposa e passaria o resto da vida se vingando das mulheres. Deitaria com uma por noite e mataria em seguida. Porém, chega a vez de Sherazade e, diferente das outras, ela é uma incrível contadora de histórias. Para ouvi-la, noite após noite, o rei deixa que ela viva. Ou seja, Sherazade, assim como eu, conta histórias toda a madrugada para viver. E quantas histórias já contei para vocês? Acredito que ainda estamos um pouco longe das mil e uma, mas chegaremos lá. E, enquanto isto, vou narrando não só a minha história, mas dentro de minha história cabe a de Sherazade, cabe a de milhares de gatos, cabe Christie, Grey, cabe você leitor, cabe o que quisermos e espero que isso tudo caiba nas histórias de vocês, que se cruzam com as minhas. E, como Sherazade, vamos contando histórias para sobreviver, até que algum rei chamado Tempo nos ceife.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Buscando meu presente no meio da bagunça da cômoda

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Curioso!!

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Muita emoção em ver tantos livrinhos…

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Eu pronto pra abrir o livro e Christie aguardando pra que eu leia em voz alta.