Unidos pelo Borges

Olá, fãs!

Mais uma vez venho agradecer o carinho de vocês nesta semana tão especial para mim.

Como todos sabem, uma das minhas alegrias felinas é ver meus fãs juntos, conversando, debatendo, aprendendo. Por isto, adaptei este conto do García Marquez, clique aqui pra ler.

É bom saber que, sem o obrigatório o contato físico, podemos ser amigos, conversar e pensar juntos, derrubando preconceitos, pensando soluções, melhoras na qualidade de vida de nós felinos. Além disso, o mais importante de tudo: ESTAMOS INAUGURANDO A NOVA LITERATURA FELINA. Chega de humanos escrevendo textos de gatos, agora são os gatos que tomaram a pena e vão contar sua própria história.

Para isto, é fundamental reunir humanos que apoiam este movimento de felinidade. Minhas fãs, fundadoras do meu fã-clube (leia aqui) criaram um grupo de responsabilidade delas para que meus fãs possam se conhecer, marcar encontros, fazer amigos que gostem de gatos, debater a obra borgiana! Ou seja, o grupo é um espaço feito por humanos e conduzido por eles, mas que gira em torno de nós felinos (Ou seja, se vocês se matarem lá, não venham me culpar depois, humanos são loucos, aviso!). Eu não vou entrar lá porque tem muitas tias juntas, tenho medo que elas me agarrem e me esmaguem. hehehe. Sendo assim, usem o espaço racionalmente, usem com cuidado, se respeitem e acima de tudo SE DIVIRTAM: compartilhem fotos dos vossos gatos, marquem encontros, troquem dicas, façam amizades que são tão difíceis e raras hoje em dia!

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO GRUPO

E aí, vamos lotar lá também e fazer amizades? Assunto vocês já têm: EU! hehehe

Abaixo, mensagem minha no Face sobre o grupo e de uma das criadores dele, a tia Geisa.

  mesg

Abaixo a imagem do grupo:

grupo

Pelos brancos

Um Poeta Menor
A meta é o esquecimento.
Eu cheguei antes.
Jorge Luís Borges.

Papai às vezes nos cata no chão e nos obriga a sentar no colo para conversar. Diz que se não fizer isso, a gente só fica no Facebook, dormindo ou trancados no Christelo. Papai gosta de conversar sobre assuntos de velho e de contar coisas de outra época, principalmente da sua infância. Ele fala sobre desenhos animados, video-games de gráficos ruins, livros que leu, como conheceu a mamãe e sobre suas antigas gerações de portugueses antes de chegarem ao Brasil. É chato 50% do tempo, mas até que é legal na outra metade. A metade em que eu puxo o assunto, como hoje:

- Pai, eu puxei de você os cabelos brancos?

- Não, filho. Os cabelos brancos que tenho são da idade.

- Humanos têm cabelos brancos se estão velhos?

- Sim.

- Mas sua mãe é mais velha e tem todos os cabelos pretos, papai.

- É que ela nos engana. Os cabelos dela são brancos, mas estão debaixo de uma tinta, filho.

- Ah… então quer dizer que você é velho?

- Se comparado com você, sim.

- Então quer dizer que você vai morrer, não é? Pois todos os velhos são vizinhos da morte.

- É bem provável, não sei se estou tão vizinho assim. Mas uma coisa é certa: eu vou morrer.

- Pois pai, se você morrer, terei que arrumar outro humano.

- Ah, é?

- Claro, prometo até que me entristeço alguns dias. Mas terei que achar alguém que possa abrir o pacote de ração, pois ainda não consigo fazer sozinho.

- E você vai esquecer de mim?

- Esquecer não, mas não se anime, pois quando mamãe morrer, eu morrer, Christie morrer, provavelmente aí você será esquecido.

- Que triste…

- Triste não, pense no seguinte: todos seremos esquecidos um dia, pela vantagem de ter sido o primeiro, você será o campeão.

Ass.: Borges, o gato.

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Calamidade Pública

Olá, fãs!

Hoje venho aqui como testemunha ocular da história. Choveu muito no Rio de Janeiro. Chuva é uma coisa terrível para nós gatos, pois é como se Deus quisesse dar banho na gente. Mas, por outro lado, são tantos gatos pra Deus lavar que ele não consegue acertar nos que se esconderam debaixo da cama.

Minha irmã se safou da chuva, mas seu reinado não. O Christelo ficou maltratado com a tempestade, a catcave ficou alagada e as caxinhas de papelão estão molengas por causa da água. E não apareceu nenhum Zeca Pagodinho de triciclo para ajudar minha irmã. Eu mesmo não pude ajudar, afinal, não piso com minhas almofadinhas em poças de água. Christie ficou assistindo seu reino virar uma nova Atlântida, submersa na chuva.

O rei das terras inferiores, meu tio Mario Grey, esteve aqui em nosso recinto em uma visita de solidariedade à Christie. Porém, aí começa o curioso da história: ele deu pitacos demais e a Christie não gostou.

- Ah, sobrinha, você deveria ter colocado vidros na varanda no lugar de rede, assim não teria molhado tudo…. ah, Christiem você deveria ter caixinhas de outro material que não o papelão assim elas não teria se desmanchado…. ah, Christie, a catcave que você me deu e depois tirou de mim está toda molhada, se estivesse comigo não estaria assim.

Fãs, as fêmeas são sempre terríveis quando irritadas. Christie foi ficando cada vez mais nervosa com os comentários do Mario Grey, até que resolveu enfiar a pata no focinho dele e foi uma surra incrível de almofadas patais.

Agora, Christie está ali arrasada, pois jurava que seu Christelo hoje estaria todo reformado e lindo, só que ele está totalmente arrebentado por causa da chuva. Porém, ela prometeu reformá-lo e reerguer seu “império republicano” (como assim?). Será? Em alguns tinhas mais notícias.

Mandem mensagens solidárias para a Christie, momento difícil de catástrofe aqui.

 

Ass.: Borges, o gato. – @borgesogato

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Christie recebendo a visita do Imperador Mario Grey!

 

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Irritada com a chuva e com as sugestões do Grey, Christie resolveu dar-lhe almofadadas gatais e patais na cara

 

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Grey saiu desesperado do Christelo pensando: “esta rainha é louca!”

Faxina na casa, digo, no castelo, digo, no Christelo

Olá, amiguinhos! Tudo bem? Sou eu a Christie! hihihi

Quanto tempo, né? Nuooossa, minha vida tem andado muito corrida: tenho brincado muuuito, pulado muuuito, comido muuuito e comido muuuito. Qual o ruim disso? Não tem sobrado tempo para as atividades do lar. É, atividades do lar, pois apesar de eu ser rainha presidenta, eu não tenho muitos súditos empregados, né? Só Borginho e ele não faz nada! Aí meu Christelo da Alvorada tá todo bagunçado, cheio de caixinhas de papelão espalhadas, catcave revirada e problemas estruturais sérios. Acho que ele vai desabar a qualquer momento se eu não fizer uma reforma!

Vou me aventurar em arrumá-lo, ele tá cheio de pelo de gato, não sei como que pode isso! hihi. Tenho que colocar as caixinhas em seus lugares, ajeitar a catcave, essas coisas.

Como sou uma democrata, vamos fazer o seguinte, você vai me ajudar a arrumar as coisas, diz o que deverá ser feito de reforma e arrumação no Christelo e eu vou tentar providenciar, tá? Vamos lá. Estou aqui lendo e providenciando as sugestões (se não forem muito loucas)! Amanhã vocês terão uma surpresa.

Ass.: A gata Christie.

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Gatos não choram

Fãs,

Hoje vi um menino chorando na televisão. Diziam a ele: meninos não choram. Ele cresceu sem chorar, como aprendeu. Nunca me disseram “gatos não choram”, mas o fato é que nunca vi gato chorar. Talvez porque o miado já pareça um choro, talvez porque as lágrimas fiquem por debaixo do pelo, talvez porque nenhum motivo do mundo seja motivo para chorar.

Não sei se a vida é triste o suficiente para derramar lágrimas, não sei também se ela é feliz para rir. Parece-me que a vida não é feliz, não é triste, a vida apenas é. Nós é que vamos interpretando-a com alguma alegria e tristeza. Papai, por exemplo, gosta de falar mal das coisas: para ele, se algo sai errado, torna-se o pior dia, o pior mês, o pior ano, a humanidade está condenada e o mundo deveria acabar. Mamãe chora quando acorda em um dia de chorar. Eu não. Embora por dentro da carne haja muito riso e muito lágrima, gosto apenas de olhar, sem alterar minha expressão, pois não gosto de entregar interpretações de mundo prontas, prefiro que me olhem sem saber e pensem: “o que será que este gato acha da vida?”

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Vida por efígie

Fãs,

Talvez vocês nunca tenham ouvido falar em morte por efígie, eu também há um tempo não sabia o que era, até que li o impressionante livro Sinos da Agonia do vovô Autran Dourado. Explico: morte por efígie é quando não se tem a pessoa em mãos, mas mesmo assim se quer matá-la: então, se pega um boneco e lhe aplica a pena de morte (é um ato simbólico). Depois, caça-se todos os direitos da pessoa que não estava presente, faz-se um atestado de óbito e pronto. O que isso significa? Que a pessoa não existe mais para ninguém, inclusive, se alguém te mata não é crime, pois você já está morto: ela não pode ter nada em seu nome, não pode casar, não pode registrar filhos e fica à margem de qualquer mal. Diz-se que isto era uma punição na época do Barroco brasileiro para os criminosos que não eram encontrados.

Confesso, fãs: gostei muito da ideia. Calma, péra. Deixem que me explique. Não que eu queira matar alguém em efígie, não. Gostei da ideia para subvertê-la: dar vida em efígie. Papai e mamãe trabalham, fico em casa sozinho. Pensei em pegar os vestidos da mamãe, me abraçar e dizer: mãe, esta é você, ainda que não esteja presente, esteja. Pensei em pegar as calças do papai, deitar-me em cima e imaginar que estou em seu colo. Pensei em fazer com que vivam o tempo todo ao meu lado: conversei com o paletó do papai sobre a cadeira como se fosse ele próprio sentado. Esfreguei-me no lençol da cama como se mamãe estivesse coberta por ele. Dei-lhes todos os carinhos, dei-lhes todos os direitos, dei-lhes meus miadinhos mais sinceros, como se estivesse aqui. E, sinto que, graças a vida em efígie, estavam.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Eu, com a calça do meu pai, que não é a calça do meu pai, é meu próprio pai: Vida por efígie.

 

Humanos em segundo plano

Fãs,

Papai hoje passou a tarde assistindo comigo e com a Christie um desenho muito legal. Se chama Muppet Babies. Ele falou que passava no SBT e que sempre assistia. O que eu achei mais legal ainda, foi que só os bichinhos aparecem. Quando a babá entra no quarto, não aparece a cara dela, só as meias coloridas. Achei que isto tem tudo a ver com nosso blog, pois aqui o que aparece somos nós os gatos: Christie, eu e Mario Grey, os humanos, convenhamos, não têm importância, né?

Claro que sei que tem muito blog e fanpage de gatinho por aí que é mais humano que felino, ótimo, parabéns, mas meu estilo aqui é Muppet Babies, humanos têm a cabeça cortada. hehehe O chato é que os humanos são tão egocêntricos que ficam procurando a sua espécie em tudo. Então me perturbam com coisas do tipo: “Borginhooo, quem é que escreve por você?” Ai, ai… não tenho culpa se o gato de vocês é analfabeto, eu sei escrever, tá? No caso mais recente de sandice de leitores, uma doida foi até o jornal para o qual o papai escreve para espinafrá-lo dizendo dentre  palavrões que ele é um incoerente  por falar uma coisa lá e outra aqui!! É, isso mesmo que vocês leram, é surreal, mas é isso! Caros, fãs, quem escreve aqui sou eu, Borges, o gato, então não há incoerência em nada, pois papai há tempos não tem nem mais a senha. Mamãe já está com medo de sair à rua achando que um dia vão querer agredi-la porque ela não come ração. Mas, fãs, quem come ração sou eu, tá???

Há um tempo, recebi uma proposta para escrever para um jornalzinho que era de humor e eu justamente recusei para que não se criasse nenhuma confusão entre mim, meu pai e minha mãe. Eu sou Borges, cronista, blogueiro, filósofo felino e fofo. Eu, Borges, sou gato. Não sou defensor dos animais, defendo os animais porque sou gato, oras, nada mais justo, né? Não sou representante de nenhuma associação de felinos, embora ajude a divulgar sempre que possa. Não faço resgate de animais, vocês já viram gato resgatar algum? Só se for seu filhote. Fãs, aqui é um blog de literatura felina, filosofia felina, o resto é coisa de humanos e humanos são espetaculares, mas também são horríveis. Por isto, aqui não entra mamãe, não entra papai, não entra vovô, não entra vovó. Aqui quem manda sou eu e Christie, pois os humanos que busquem seus espaços, então, por favor, jamais me insultem me confundindo com um (com todo respeito a família e aos fãs, hehehe)

Ass.: Boges, o gato – @borgesogato

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Mamãe em segundo plano

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Papai ao estilo Muppet

Assentos

Escute, rapaz, você já parou pra pensar direito o que é uma cadeira? A cadeira faz o homem. A cadeira molda o sujeito pela bunda, desde o banco escolar até a cátedra do magistério. Existe algum mistério no sentar que o homem, mesmo rindo, fica sério. Você já viu um palhaço sentado? Pois o banqueiro senta a vida inteira, o congressista senta no senado e a autoridade fala de cadeira. O bêbado sentado não tropeça, a cadeira balança mas não cai. É sentando ao lado que se começa um namoro. Sentado está Deus Pai, o presidente da nação, o dono do mundo e o chefe da repartição. O imperador só senta no seu trono que é uma cadeira co’imaginação. Tem cadeira de rodas pra doente. Tem cadeira pra tudo que é desgraça. Os réus têm seu banco e o próprio indigente que nada tem, tem no banco da praça um lugar pra sentar. Mas mesmo as meninas do ofício que se diz o mais antigo têm escritório em todas as esquinas e carregam as cadeiras consigo. E quando o homem atinge o seu momento mais só, mais pungente de toda a estrada, mais uma vez encontra amparo e assento numa cadeira chamada privada.” (Chico Buarque na peça Gota d’Água)

Gatos não têm bunda. Não que não tenham filosoficamente bunda, pois a bunda psicológica, abstrata, filosófica, até uma tartaruga tem. O que nós gatos não temos são aquelas bochechas grandes bem arredondadas que escondem o buraco. Pra compensar, temos rabo. Rabo é algo elegante, imponente, dá um movimento, um charme. Os  animais possuem rabo: leão, urso, pavão e gatos.  Porém o homem não tem rabo, mas ele tem bunda e por inveja de não ter rabo, muitos chamam sua bunda de rabo. Já as mulheres criaram até um penteado chamado de rabo de cavalo. Mas, não estou aqui hoje para discursas sobre rabos e bundas (prometo um post sobre isso), mas sobre o lugar onde os pomos: assento.

Meu tio Grey tem como assento um grande trono real: entapetado, imponente, majestoso. É um trono que o lembra a todo tempo que ele é rei. Caso ele venha a sofrer um dia de alzheimer, o assento o lembrará a cada segundo: Grey, és rei! Já a Christie é uma rainha que gosta de privacidade, tem seu trono imenso e moderno e tão mágico que dizem os homens que corre um rio por dentro dele, porém estes mesmos homens que reconhecem isso ajudam a poluir o rio. Eu, humilde, não sou rei, sequer tenho trono. Gosto de sentar sobre o guarda-corpo da varanda, fazendo companhia pra noite que se assenta sobre a calçada. O gato, por mais que goste de diversos assentos: cadeiras, sofás, privadas. É ficar deitado que o gato ama. Só há um objeto insubstituível, melhor que qualquer assento, ele se chama cama!

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Minha mãe humana, tão felina

Fãs,

Engraçado pois vejo na televisão várias crianças comemorando o dia das mães e, elas, conheceram suas mães antes mesmo de nascer. Estavam ali na barriga, sentindo-a, ouvindo-a. Eram praticamente a mesma pessoa. Eu não. Bom, eu sim. Mas não é desta mãe que conheci antes de nascer que falo. A mãe da qual falo, conheci depois de nascer. Quando conheci minha mãe, sequer sabia que era minha mãe. Era uma moça que passou do lado da gaiolinha e eu fiquei olhando. Depois me enfiou dentro de uma caixa de sapatos e me trouxe pra casa. Nos primeiros carinhos que ganhei é que fui percebendo: nossa, é minha mãe, ela me acaricia como uma gatinha peluda me lambeu um dia.

Christie conheceu nossa mãe já em casa, escapou do ônibus, da rua barulhenta e veio em um serviço Delivery trazida pela tia da Árvore de Noé. Nos primeiros carinhos, recordou o que era ter uma mãe e, hoje, ambos, sabemos todos os dias o que é isso.

O que amo em nossa mãe é que ela é assim, felina como nós. Ela não é uma heroína, não é um robô, não é uma extraterrestre. Ela é uma gata, uma gata que ama seus filhotes, é preguiçosa como nós, mas também sabe caçar como nós. Nossa mãe é uma gata por direitos adquiridos. E sinto que cada dia que passa, ela fica com mais carinha de gata, vai se transformando. Já vejo o dia em que vai lamber seu próprio pelo, subir na pia do banheiro, ronronar, comer no potinho e até vomitar um bolão de pelo. Mamãe é como nós. Daríamos mil mariposas para ela, daríamos mil ratinhos para ela, daríamos mil lagartixas para ela, mas como sua metamorfose ainda não está cem por cento acabada, vamos dar só muuuuito carinho.

De nada mamãe por te deixarmos tão feliz no seu dia. De nada mesmo! Mamãe, Emanoelle gatinha <3

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No colinho da mamãe

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Christie no colinho da mamãe

Faz de conta

Fãs,

Acordados ou dormindo, estamos sempre fazendo de conta. A vida vale mais a pena pelo que ela não é do que pelo que ela é. É uma eterna esperança: vivemos porque amanhã o petisco vai ser melhor, a ração vai estar mais fresquinha, a brincadeira será mais legal e este amanhã é sempre amanhã. Eu faço de conta que o braço da vovó é uma incrível caça e mordo e arranho e me divirto, pois se o braço da vovó fosse só o braço da vovó, seria até fofinho, mas não teria qualquer emoção. Já Christie sonha que é um pássaro, voa igual superman. Pois sonho é um eterno faz de conta, no sonho se sonha que se está acordado. E não será também a vida sonho, um eterno faz de conta que estamos brincando de algum outro lugar que não sabemos ainda qual é?

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Faço de conta que o braço é caça

 

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No sonho, Christie faz de conta que está acordada e que é o Superman