O afoGATo mais bonito do mundo

Livre adaptação do conto “O afogado mais bonito do mundo” de Gabriel García Marquez por Borges, o gato

para ler o texto original de García Marquez, clique aqui

A areia era escura e dura, as tardes não tinham flores, o povoado desconhecia a música, as pessoas raramente sorriam. Três meninos sentados na praia olhavam o bater das ondas, matando o tempo enquanto o tempo não os matava. De repente, avistaram algo ao longe: é uma imensa baleira branca, gritou um. Não, não, é um navio de piratas, gritou outro. É um tronco de árvore, arriscou o terceiro. Conforme o desconhecido se aproximava, mais razoáveis ficavam os palpites dos meninos: É um homem afogado! Não, não… olhem o que acabou de chegar à praia é um imenso gato afogado. É um afoGATO! Riram. Nossa, pobre bichano, deve ter morrido no mar e está inchado por causa da água. Tornou-se a brincadeira de fim de tarde: olhar o corpo do animal, enterrá-lo e desenterrá-lo na areia escura, tentar edificar castelos de areia para que dentro fosse rei.

O sol já se punha, um grupo de pescadores chegou por aqueles cantos da praia e viram os meninos a brincar com o gato: o que é isso, crianças, vocês estão brincando com um gato morto? Parem com isso agora mesmo. Vamos levá-lo e saber se alguém no povoado perdeu o pobre animal. Os homens enrolaram o afogato em um pano e o carregaram para o centro da vila.

No começo da noite, estava o afogato em uma comprida mesa e todos os moradores ao redor a observá-lo. Era um grande acontecimento para aquele povoado de pescadores. Mas, ninguém sabia de quem era o animal. Sequer nunca tinham visto um gato branco: não sei porque o trouxeram, sabem que aqui no povoado evitamos gatos para que não roubem nossos peixes, não tinha como ser de algum de nós, falou uma senhora de incontáveis anos. Um dos pescadores, tomando as dores dos donos do gato insistiu: mas de alguém há de ser, alguma família deve de estar chorando agora pelo sumiço do bichano. Vamos nos organizar e ir perguntar nos povoados vizinhos se alguém perdeu um gato. Mas e se ele foi atirado de um navio ao mar? Primeiro temos que perguntar se não é de alguém. Assim, saíram todos os homens rumo aos povoados vizinhos para saber que família chorava pelo pobre animal. As mulheres se comprometeram a ficar ali e limpar o corpo para entregá-lo em condições aceitáveis aos seus pais humanos.

As senhoras, sempre de luto, encaravam a arte de limpar o defunto como uma ação corriqueira, como lavar as cuias de comida ou desescamar o peixe para o almoço. As meninas aprendiam atentas aos ofícios dados pela morte e apreciavam as ágeis mãos das mães e avós. Conforme tiravam as algas, os crustáceos e limpavam o pelo, o gato ia recuperando sua elegância felina. Lavaram-no até ficar totalmente branco de novo e as mocinhas juravam que até podiam ouvir seu ronronar diante de tanto cuidado. Durante a limpeza, uma das senhoras pensou em voz alta: pobre gatinho, como seria triste se fosse do nosso povoado, nenhum dos homens lhe deixaria comer os peixes, as pessoas aqui não amam gatos, as crianças estão sempre na praia e gatos não ligam para o mar. Porém, outra respondeu também em pensamento alto: ah, gatinho, como você seria feliz se fosse de nosso povoado, as mulheres que sempre são tão sozinhas teriam a sua companhia, esperto como és, caçarias teus peixes no próprio mar, serias o melhor pescador da vila e as crianças ficaram mais conosco para passar tardes inteiras brincando contigo. Logo depois aos pensamentos, uma menina olhou fundo nos olhos verdes do gato e gritou ao ponto de assustar a todas as mulheres: É o Borges! Borges?, mas que Borges? Perguntaram as outras. O Borges, nosso gatinho branco, explicou a menina. Mas será mesmo o Borges? Sim, deve ser, é possível… nossa, Borges. Mas que graça é esse Borginho, que lindo, ah, nunca vi um gatinho tão bonito no mundo como esse Borges, o nosso Borges.

Os pescadores retornaram ao povoado de madrugada. Infelizmente não encontramos a família desse gato branco, em nenhum povoado próximo alguém perdeu um gato, muito menos branco. Ele deve ter morrido em alto mar e alguém o lançou do navio. Não, não é nada disso, falou uma das mulheres. Esse é o Borges. Mas que Borges, perguntou um dos homens. O Borges nosso gatinho branco. E todos os pescadores se puseram ao redor da mesa e viram que era o Borges que estava ali. Todos começaram a lhe tomar no colo, a fazer gracejos e, em segundos, uma mulher já dizia: é meu filho! Crianças pulavam alegres: é meu irmão, meu irmãozinho gato. Um dos homens disse com convicção ser o pai do afogato. O líder dos pescadores então falou: temos que lhe dar um funeral digno.

Pela manhã, junto com o sol, saiu o imenso cortejo. Iam ali, enfileirados, mãe, pai, irmãos, infinitos tios e tias, avós, primos de Borges. O afogato era carregado em uma linda caixinha de papelão em direção à praia. Entre choros e cantos de despedida, o gatinho foi jogado ao mar para que voltasse quando bem quisesse.  A partir daquele dia, a velha vila de pescadores onde as tardes não tinham flores e música, passou a ser conhecida como a vila de infinitas flores e das músicas alegres. Todos os piratas, pescadores, marujos que iam visitar orgulhosos aquele vilarejo estufavam o peito para dizer: este é o povoado do Borges, o gato.

Para todas as minhas fãs que de algum jeito me encontraram boiando pelo mar virtual e resolveram criar famílias ao meu redor: tornando-se minhas tias, irmãs, avós. Para vocês que dão mais sentido ao Borges que sou do que eu mesmo dou. Miados e ronrons sempre gratos, hoje em especial às tias Geisa C. M. Rotta, Rosaamaria de Oliveira, Beatriz Sauerweing, Rosangela Solon Solon e Rita Matufugi. Obrigato pelo presente da madrugada.

Ass.:  Borges, o gato.

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Eu, o afogato mais bonito do mundo, à deriva neste mar virtual para que minhas fãs encontrem algum sentido em mim. Agora eu vou, mas voltarei quando quiser.

 

Grumpy parodiada

Fãs, amados fãs…

Tenho falado incansavelmente que neste mundo a gente estuda, lê infinitos livros e… e… e não serve pra quase nada, vem uma gatinha que tem a cara igual trakinas meio a meio e faz sucesso, depois vem outra com cara de rabugenta e faz sucesso. Eu como defensor de que gatinhos não podem ter só cara de mau, devem ter cara de bons, safados, malucos, bondosos e, inclusive, maus… não poderia deixar de trollar ela, sim, ELA, pois Grumpy cat é uma fêmea!

Para quem não conhece, fica o link: https://www.facebook.com/thegrumpycat

grump

Sou tão mal que olha a cara da Christie lá atrás

 

Vênus Parodiada

Fãs,

A gente leva tempos e tempos estudando, lendo, escrevendo. A gente passa pela filosofia oriental, ocidental, pelos romances franceses, alemães, pela cultura africana, andina e… eis que vem uma gatinha e fica famosa só porque tem metade da cara de cada cor. Ah, estes tempos modernos que só valorizam a aparência.

Fica minha homenagem então à gatinha Vênus, um dos felinos que é sucesso na internet.

Se você ainda não a conhece, clique aqui: https://www.facebook.com/VenusTheAmazingChimeraCat?fref=ts

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

venus

Eu me chamo Borges

Fãs,

A internet é repleta de poemas, poesias, poetas e suas variantes. Quanto mais duvidosa a qualidade melhor, quanto mais for boba a riminha mais bonitinho ficará. Sabe-se que adoro parodiar as coisas e eis que descubro um novo sucesso da internet, o Eu me chamo Antônio que é uma espécie de Profeta Gentileza da Web, então, porque não parodiar o Antônio e fazer a versão felina??? Hehehe, vamos nos divertir parodiando a poesia wébica de qualidade (???).

Conheça o parodiado clicando aqui: https://www.facebook.com/eumechamoantonio

2013-01-09 23.20.31

Gostaram? Diz pra mim nos comentários!

Vídeo de gatinho

Fãs….

Muita, muita, muita gente pede pra eu colocar mais vídeos aqui no blog. Quem quiser acessar todos os vídeos que fiz até hoje, pode entrar no meu canal do Youtube (http://www.youtube.com/user/borgesogato), não são muitos, mas quebra o galho.

Atendendo a pedidos, como vocês merecem, fiz um videozinho muuuuuito fofinho meu para vocês…. totalmente guti, guti, guti.

Olha só e digam o que acharam.
Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

Toda nudez será castigada

Fãs,

Acordei e olhei pra toca, lá estava a Christie desnuda… pisquei pra ver se era verdade e realmente era. Logo fui chamar papai, pois a Christie sabe que por causa da sua cirurgia não pode ficar como veio ao mundo. Ela me chamou de fofoqueiro e se escondeu mais ainda na toquinha. Papai chegou e pegou-a pra vestir, quando reparou bem, a Christie tinha arrebentado todo o zipper. Então papai lhe aplicou um castigo, encheu-a de pregadores pra nunca mais conseguir se libertar da roupinha, mas foi só um pouquinho que durou o castigo, depois mamãe viu, tirou a Christie  do castigo e colocou o papai. Vestiu-a com uma meia cortada, igual sugeriu um amigo meu não sei se do twitter, do Facebook ou do blog. Christie disse que esse tomara que caia é muito mais elegante que a roupa de doente.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

Logo que acordei, escondido atrás da mochila, vi dentro da toquinha a Christie desnuda

Me aproximei e realmente era verdade, a Christie estava na toquinha com as tetas de fora

Papai deu um castigo na nudez da Christie, colocou um monte de pregador pra ela nunca mais se libertar.

Por fim, mamãe deu um jeito e deu um tomara que caia pra Christie. Mas, tomara que não caia!

Quando éramos comunistas

Fãs,

Nesse domingo papai brincou de faz de conta com a gente. Tirou da bolsa uma boina com estrela.  Christie e eu nos revesamos pra usar. Brincamos a tarde inteira de uma coisa que papai disse que era comunismo.

Papai disse que os comunistas eram soldados felinos que iam libertar os gatos do imperialismo. Christie gostou da ideia, pois  já se achava uma heroína, embora não tivesse nenhuma ideia do que significava a palavra imperialismo. Ela disse que sairia pelas ruas a distribuir as rações caras pros gatinhos pobres que estão comendo lixo, disse que acabaria com as pessoas que exploram e maltratam os gatos, que todo gato teria direito a um teto. Eu achei essa história toda muito bonita, mas queria saber mais. Papai me deu uns livros para ler, mas mesmo eu que aprecio leitura, achei chato, dormi. Diferente da Christie, não gosto de política, gosto de apreciar um texto bem escrito, gosto de ler sobre a cultura celta, gosto de me aventurar em labirintos literários. Não quero ser soldado de ninguém, quero só ler e dormir entre os livros. Que a Christie saia com seu fuzil felino por aí, eu só quero observar o espetáculo do mundo.

Borges, o gato – @borgesogato

Quando éramos comunistas, brincávamos de usar boina do Che Guevara

Pedi para papai uma leitura mais embasada sobre o guevarismo, o marxismo, a luta de classes e a solidariedade entre os povos latino-americanos

Quando acabei de ler o último livro da fila, um tijolo, mal fechei e dormi de tão chato que achei

A Christie gostou de ser comunista e pediu uma moto ao papai para sair pela América Latina a defender os gatos oprimidos.