Em todas as redes

Olá, amados e idolatrados fãs. Como vão?

Como vocês sabem, meu projeto virtual é uma exaltação ao ócio, então, como gato que sou, tenho tempo para ficar fazendo puuuurrrrrsss em todas as redes sociais.

Tenho um blog que é esse em que você está agora, acredito eu, né? ehehe

Fanpage - https://www.facebook.com/borgesogato

Twitter – @borgesogato

Instagram - http://instagram.com/borgesechristie

E agora, tchanananammmmmmmmmmm: ASK.FM! - http://ask.fm/borgesogato - Entra nesse link aí para me perguntar o que quiser e curtir as respostas que já dei!

Mas, Borginho, que raio é esse? Eu sou uma tia da época da máquina de escrever, não sei o que são essas coisas.” Vamos lá, vou explicar como uso cada um.

Fanpage é a página da Rede Social Facebook (ooooooooooh) onde anuncio as principais coisas que faço e republico quase todo o conteúdo do meu blog. Lá que tenho a conta mais aproximada de quantos fãs eu tenho atualmente e é a rede social em que mais obtenho retorno.

Twitter é a única rede social em que publico TODAS, absolutamente TODAS as coisas que faço. Frases que penso ao longo do dia, as atualizações do blog, as participações do ask, as fotos do instagram, tudo que eu faço eu coloco no twitter. Se alguém quer saber absolutamente tudo sobre mim tem que me seguir lá. Mas é uma rede social em que ainda tenho poucos seguidores até, só 1.600 até agora, acho que meus fãs não usam muito.

Instagram é a rede social em que coloco as minhas fotos inéditas e, geralmente, em tempo real. Se você está acostumado só a me ver pelo blog e facebook, no instagram você vai ver fotos mais cotidianas: dormindo, comendo, brincando….

imagesAsk.fm é a rede social em que entrei mais recentemente. Nela, você pode fazer todo tipo de perguntas para mim, é como se fosse uma grande entrevista. Imaginem a minha jornalista oficial, a tia Beatriz, então, agora qualquer um pode me entrevistar igual a ela. É só entrar lá e fazer qualquer pergunta e depois ir acompanhando e curtindo as respostas que você gostou, fica tudo organizadinho lá.

O legal do Ask.fm é que vocês podem criar um perfil para vocês e optar por se identificar igual faz o tio Reynaldo por lá ou podem mandar perguntas anônimas pra mim. Mas o mais, mais, mais bacana mesmo, é ter arquivadas todas as perguntas e ler quando quiser. Não deixem, então, de curtir as respostas que mais gostaram para eu saber, tá?

Lambeijos, aguardo vocês em todas as minhas redes sociais, agora no ask.fm. Fiz uma seleção das perguntas e respostas mais legais até agora para animar vocês a entrar (abaixo).

Ass.: Borges, o gato.

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Entrevista comigo, Borges, o gato

Fãs,

Após ter saído no site da Revista Veja a tia Beatriz Sauereing, não, Sauwereing, não, Sauerwing, ufa, agora sim, pediu pra fazer uma entrevista comigo que saiu no jornal Notícias de Valinhos. Com 2 matérias publicadas sobre mim e com a primeira entrevista que concedi para uma mídia, pode-se dizer que a tia Bia já é minha jornalista oficial, né? Ora, todo famoso tem que ter um jornalista oficial para cobrir minha vida, contar meus casos misteriosos, investigar minha privacidade e inventar histórias heroicas em uma biografia quando eu morrer.

Nesta entrevista, falo um pouco de quem sou eu e da minha pretensiosa missão em continuar a obra literária de um humano! Desculpem, humanos, mas gatos são pretensiosos por natureza, hehe (e fofos também). Espero que gostem e que possam, assim, saber um pouco mais de mim.

Lambeijos!

Borges, o gato – @borgesogato

RECONHECIMENTO E CELEBRAÇÃO

Sem leitura não se pode escrever. Tão-pouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem.” Jorge Luis Borges – escritor argentino

Há algumas semanas publicamos aqui no Notícias de Valinhos, uma matéria sobre ‘Borges, o gato’. Na semana seguinte, saiu mais uma página, em agradecimento às provas de carinho de seus fãs humanos. Pois bem, nesta semana a revista Veja se rendeu e reconheceu a força dos gatos que se tornaram celebridades!

A matéria inicial falava sobre o fenômeno felino na internet em todo o mundo. Não citaram Borges. Pra quê?! Segundo a própria revista, centenas de fãs escreveram ao site para reclamar. Prontamente, o charmoso gato branco passou a figurar na lista com honras – Borges, o gato brasileiro mais famoso da internet!

Conforme o prometido em janeiro, esta é a primeira entrevista (via e-mail) concedida por Borges, o gato. Notícias de Valinhos saiu na frente e publica, na íntegra e sem distorções, suas respostas às nossas perguntas:

Como você teve a ideia de começar a escrever na internet, criar uma página no Facebook?
“Quando papai e mamãe me adotaram, eles colocavam fotos minhas na internet e na fanpage. Eu, com o tempo, fui aprendendo a ler e a escrever e comecei a pedir para usar o blog e a fanpage em que eles postavam as fotos. Fui desenvolvendo a escrita e me apropriando dos meios virtuais, o blog deixou de ser só de fotos e passou a ser um blog de filosofia e crônicas felinas ilustradas.”

Conte-nos um pouco de você – sua idade, como encontrou sua família… ou como eles o encontraram.
“Eu tenho 1 ano, nasci em 28 julho de 2011. Minha família me encontrou em uma gaiolinha do Campo de Santana, no Rio de Janeiro – RJ. Eu estava para adoção e eles chegaram alguns segundos antes de um tio esquisito que também queria me adotar!”

O que pensa sobre o sucesso dos felinos na web? E sobre a reportagem da Veja Digital?
“O sucesso dos felinos é muito importante para desmistificar o preconceito que sofremos. A internet possibilitou que nós gatos tivéssemos nossa imagem reabilitada. Mas acho grave também o fato de pessoas explorarem a imagem felina de forma indevida para autopromoção ou mesmo quando passam uma imagem simplista dos gatos: são sempre mal humorados, antipáticos ou sofredores que precisam ser salvos pelos nobres humanos. A reportagem na Veja é o resultado do que meus fãs proporcionam: são carinhosos, são engajados, então é vantagem para a revista me divulgar, pois está conquistando a simpatia de um público muito fiel. Ao mesmo tempo, para mim é importante, pois posso chegar a novas pessoas e apresentar o que tenho chamado de Literatura Felina.”

E o seu sucesso? O que está significando? Altera algum de seus projetos iniciais?
“Meus projetos mais importantes são comer, dormir, comer, ler, escrever, dormir, comer. Sempre fiz isto, sempre farei isto. Acho que para um gato, não altera quase nada, a não ser o número de leitores. Seria bom se pudessem vir mais petiscos e sachês com a fama.”

Qual a principal mensagem que você quer transmitir, qual o recado que você deixa para os seus fãs?
“Não gosto de passar mensagens diretas, gosto de escrever e cada um que ache seus próprios significados. Mas, é inegável que através dos textos sempre quero deixar transpirar o amor pelos livros, pelas artes, pela ironia, pelas coisas simples e desprezadas, como uma bolinha de papel ou um arame de fechar pão. Gatos são grandes companheiros dos livros. Olhe os sebos antigos e ali estão gatos que já leram todos os livros e não contam pra ninguém, não querem dar lição de moral, leem por puro prazer. Os humanos deveriam experimentar viver mais em busca destes pequenos prazeres do que para dar lições de vida. Um gato, quando entra em uma casa, costuma-se dizer que foi salvo, resgatado por um humano. Mas eu peço que olhem diferente: quantas casas um gato já salvou: da tristeza, das brigas, da saudade, dos problemas.”

Assim como faz o Antônio Abujamra, no programa “Provocações” da TV Cultura – o que você gostaria que eu tivesse perguntado que não perguntei?
“Sempre gosto de falar do meu nome: Borges. Gosto dele, pois é de um escritor argentino do qual já li todos os livros algumas vezes. Mais que me conhecer, gostaria que todos os meus fãs conhecessem esse outro Borges, que foi imenso escritor e nunca imaginou que um gatinho nascido no Brasil, como eu, teria a audácia de lhe dar uma espécie de abusada continuidade. Espero, junto com meus leitores, habitar mundos novos, de realidades novas, ideias novas, tecnologias novas, um mundo muito menos real que este e justamente por isto muito mais possível.”

E teve a palavra Borges, o gato. De Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, direto para Valinhos, em São Paulo. E como disse Borges, o escritor, “Sou um homem de letras, nada mais… Sou um fazedor de sonhos.” Assim também é o gato Borges (e todos os outros), deixando a vida melhor, mais possível.

BEATRIZ SAUERWEING

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Um vira-lata famoso, um Manda Chuva brasileiro

Fãs,

Se ontem já comemoramos com a nossa conquista em sair na Veja, agora o que venho dizer é ainda melhor: saímos nada mais nada menos do que na CAPA do site Veja, revista de maior circulação do país e na fanpage da Veja que possui mais de um milhão de pessoas. Mérito de vocês, amados fãs que foram miar na portinha da Veja até ela abrir (como falou a tia Jaqueline Mello). Link para a matéria da Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/borges-o-gato-brasileiro-mais-famoso-da-internet

Imortalizo aqui, com este post, a capa da Veja e o acréscimo que eles fizeram na matéria, com alguns comentários tranquinas em azul, hehehe:

A ausência dele [leia-se eu, Borges =^.^=]  foi notada na primeira lista dos gatos mais famosos da web, publicada no site de VEJA no último domingo. Centenas de leitores [caramba, vocês compareceram mesmo, né??? CENTENAS! hahaha] escreveram ao site para reclamar. Alguns mais inflamados enxergavam até uma pretensa predileção pelos animais estrangeiros [meus fãs nervosinhos <3]. Como explicar, afinal, a exclusão do gato branco Borges da lista? [Como? Como? Como? hehe] Adotado há pouco mais de um ano em Jacarepaguá [Eu fui adotado no Centro e moro em JPA, mas ok], no Rio de Janeiro, o simpático vira-lata [eu não costumo virar latinhas não, mas caiu bem este termo, me senti malandro!] brasileiro é tema de um site, de uma página no Facebook com quase 10.000 fãs e de um perfil no Twitter. Merece, de fato, figurar na lista dos gatos célebres [Obrigato!]. Para restabelecer a justiça e sepultar as versões que o colocavam no centro de teorias conspiratórias jornalísticas, com vocês, o pequeno Borges [Ei, eu sou grandão!].

Fãs, sou um vira-lata famoso, Manda Chuva brasileiro! hehehe. Obrigato uma vez mais pelo sucesso. Espero com ele levar a literatura felina cada vez mais longe!!! Obrigato pelo carinho.

Ass.: Borges, o gato mais famoso do Brasil – @borgesogato

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capa da veja

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Texto da Jornalista Renata Honorato

 

 

O gato mais famoso do Brasil: eu.

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Fãs,

Saímos na Veja.

A história foi assim:

1 – Minha tia Paola viu uma matéria na Veja sobre gatos famosos e falou que havia sentido minha falta, deixou um recado para a Revista;

2 – Eu compartilhei a ideia dela com meus fãs;

3 – A legião de fãs se uniu para pedir que a Veja ratificasse a matéria.

4 – A jornalista Renata Honorato ficou impressionada com a força dos meus fãs e me escreveu. Abaixo o e-mail:

Oi gente. Tudo bem?

Sou repórter do site da VEJA e vimos que a lista de gatinhos populares na internet repercutiu muito pela falta do Borges! Gostaríamos de incluí-lo na lista, mas para isso precisamos de algumas informações legais sobre ele. Vocês podem me ajudar?

Abraços,

Renata Honorato

5 – Depois de trocarmos mais um e-mail, a matéria foi atualizada!

Abaixo, separei algumas mensagens extraordinárias que representam bem todo o carinho e apoio das centenas de fãs que compraram esse Desafio Felino Aceito!

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Fãs, isto mostra muita coisa. Pode parecer uma brincadeira (e é), mas mostra quanta força temos para ajudar, para denunciar. Estamos cada vez mais unidos e podemos fazer muitas ações, assim como fizemos esta. Já temos ajudado a divulgar gatos que precisam de adoção, divulgamos cuidados felinos, denunciamos a violência contra gatos. Vamos cada vez mais longe, pois nós felinos precisamos muito dessa mobilização, afinal, fomos discriminados por séculos. Que seja a oportunidade de revitalizar a imagem felina, que seja a oportunidade de diminuir a violência contra os gatos, que seja o primeiro de muitos e muitos êxitos e que minha carinha linda e fofa seja só a estampa da vitória que é de vocês, fãs de Borges, o gato: eu! VIVA A GATIDADE!

Obrigato, estendo minhas patas para todos vocês.

E…  acham que acabou?

mais-faEstamos apenas começando…. Palavra de fã!

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/gatos-os-reis-da-internet

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Os tios da Veja não sabem que o dono do pedaço sou eu… papai e mamãe são só espectadores. hehehe

 

Borges, o xodó de Valinhos

Fãs,

A tia Beatriz, fez novamente uma publicação sobre nós, agradecendo o carinho de todos os fãs que leram o artigo dela no jornal Notícias de Valinhos.

O mais legal é ver vocês trocando ideias e se conhecendo nos comentários da fanpage e do blog. Feliz pela repercussão e por 2013 estar sendo um ano de expansão da literatura felina.

Lambeijos, fiquem com o texto da tia Beatriz, pois o post hoje é dela e não meu!

Borges, o gato – @borgesogato

PROVA DE CARINHO

Hoje só há espaço para os agradecimentos. Alguém já ouviu falar em ‘agradecimento generalizado’? Pois é. Na semana passada usei, como referência, a história e imagens de ‘Borges, O Gato’ – página divertidíssima no Facebook. Assim que recebi o exemplar do jornal, fotografei tudo e postei no mural.
Não tinha dúvida de que os fãs gostariam da homenagem ao Borges. Sabia também que ‘ele’ ficaria animado. Mas foi melhor do que pensei! Até uma valinhense (Glaucia Berardi) e uma itatibense (Juliana Solito Ramalho) se manifestaram ao verem a capa do jornal estampada por lá!
O texto e as imagens que enviei foram publicados no blog, domingo à noite – um sucesso! E foi muito bacana responder às manifestações dos fãs. Tudo bem que são fãs do Borges. Mas não é que acabei ganhando uma fã e vários elogios?! Humildemente agradeço, mas preciso admitir – é muito bom… Quem gosta de escrever, gosta de ser compreendido, de ser relevante. Foi exatamente o que senti.
É por isso que hoje estão aqui, especialmente para os leitores do Notícias, as fotos da página do blog. E reforço o convite para visitarem a página do Facebook. Assim poderão ter uma melhor ideia dessa interação, tão cheia de diversão e informação!
Meus ‘agradecimentos generalizados’: ao editor deste jornal, pelo espaço que tenho aqui para publicar meus textos. Aos leitores de todas as semanas, em Valinhos e arredores. Aos meus pais, que me ensinaram a amar gatos desde sempre. À minha filha, que não desistiu até que aceitasse termos uma gata em casa (na época os sofás eram novos!). À minha irmã, que foi com ela buscar a gata no dia da adoção. Aos sites que disponibilizam orientação aos que desejam adotar animais. À nossa gatinha Tapioca, que me reaproximou da Gatidade e de outros humanos com gatos. Aos fãs do Borges, e outros tantos gateiros, tão receptivos e calorosos. Ao próprio Borges, tão generoso – dividiu comigo espaço e fãs, sem sequer me conhecer. Enfim, muito obrigada.

BEATRIZ SAUERWEING
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foto da matéia

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Foto da edição do jornal

Periodicamente Borges por Beatriz Sauerweing

Fãs,

O bom de ser um gato letrado é que meus fãs são pessoas também mui letradas. O bom de ser gato simpático é que meus fãs são também mui simpáticos. O bom de ser gato é que meus fãs também são mui gatos e gatas. Uma tia minha que todo dia me curte, manda mensagens afetuosas e carinhos virtuais é jornalista do Jornal Notícias de Valinhos, que é distribuído em Valinhos, Vinhedo e Louveira – cidades do interior de São Paulo, próximas a Campinas. Ela, numa demonstração felina de amor e fofurice, resolveu acariciar minha barriga à distância e me arrancar ronrons com um textinho sobre mim no jornal. Obrigato, tia Beatriz por este texto. Obrigato fãs que me leem e que me dão inúmeras demonstrações de afetos diárias em forma de curtidas, mensagens, visitas e de atenção. Espero estar sempre pertinho de vocês,  já que não posso me esfregar em vossas pernas, espero retribuir lendo todos os comentários e participando com vocês desta história que estamos escrevendo juntos.

Ass.: Borges, o gato

Abaixo, o texto da tia.

LIVROS E IMAGENS, FATOS E FOTOS

No meu trabalho, como escritor, eu só fotografo em palavras, o que vejo… Meus dias, meus anos, minha vida viu altos e baixos, luzes e trevas. Se eu escrevesse só e continuamente da ‘luz’ e nunca mencionasse o outro, então como artista eu seria um mentiroso.” – Charles Bukowski” (escritor alemão)

Está tudo interligado. Os textos são palavras que descrevem imagens, fatos. Narram histórias verídicas, inventam a ficção possível e a impossível. De letra em letra, palavra em palavra, frases se formam e o leitor imagina, visualiza, vislumbra.
As imagens e as fotos se traduzem em textos, que criam outras e mais outras fotografias e filmes na mente, num círculo infinito de imagens e textos. E tudo nasce do anseio, do sonho, das viscerais necessidades de ser e pertencer – características tão humanas!
Nesta semana foi o Dia do Leitor e o Dia do Fotógrafo, respectivamente nos dias 7 e 8. Leitores, quase todos somos, de um jeito ou de outro. De uns tempos para cá, com a popularização das câmeras digitais, a maioria quase se sente fotógrafo – quase… Mas como em tudo que acontece, o lado bom é a intimidade que tem se criado entre textos e imagens – independente da qualidade dos materiais produzidos, já que há de tudo, um pouco.
Nas redes sociais vemos os melhores exemplos dessa interação. Um deles é uma página do Facebook chamada ‘Borges, o gato’ (também tem Twitter e blog). São, ao mesmo tempo, personagens reais e fictícios, pois Borges é um gato branco que existe mesmo e se transformou em personagem. Ele ‘lê’, ‘escreve’, ‘filosofa’! Tem uma irmã preta, que é ‘a Gata Christie’ e seu tio rajado ‘Mário Grey’. E, lógico, a família de humanos – apenas figurantes. Os textos são ágeis, divertidos, criativos e inteligentes, assim como as imagens dos felinos e suas peripécias. O sucesso é grande e o número de ‘curtidores’ da página aumentou muito nos primeiros dias de 2013. Vale acompanhar! E como a Humanidade está um tanto difícil de aturar, conhecer um pouco mais da Gatidade pode abrir novos horizontes!

BEATRIZ SAUERWEING

Notícia de Valinhos  Borges, o gato

Essa é a página com a reportagem sobre mim

Capa do Jornal Notícias de Valinhos

Essa é a capa dessa edição do jornal

Família que pega carona na fama ou sou um gatinho bom que divulga os outros

Fãs,

Li uma vez uma história de um rei chamado Midas que tocava nas coisas e transformava em ouro. Embora eu não dê valor nenhum ao ouro, sei que os humanos gostam muito, então achei que midas deveria ser muito sortudo, pois poderia ser o homem com mais ouro do mundo. Só que no fim da história, descobri que Midas ia transformando em ouro tudo que tocava: a comida, a água, as pessoas que amava. Ou seja, o que era bom, virou ruim! Ser famoso é assim também, a gente batalha, fica multimilionário, é convidado para estrelar todos os filmes de Hollywood, querem fazer versão nossa na Disney, mas aí vem a irmã e o tio juntos querendo pegar carona na fama.

Antes as tias da Amigo Não Se Compra vinham pedir textos comigo, fotos minhas… agora elas dizem que fiquei muito caro, aí o que elas fazem? Vão pedir coisas pro Mario Grey que está cobrando só 10 por cento do meu cachê, este gatinho aproveitador! Agora tá lá o Mario Grey desfrutando o do dia de fama dele na página da Amigo Não se Compra e um monte de fãs minhas se vendendo pra ele! Traidoras!

*******

Fãs,

Desculpem, mamãe chegou aqui do meu lado neste momento, me deu um esporro e mandou eu parar aquele texto inicial ali de cima. Ela disse que estou ficando muito pretensioso e arrogante com a fama. Ok, vou tentar de novo:

Olha que legal, pessoal, meu tio Mario Grey indo além do sucesso do meu blog está saindo num post da Amigo Não Se Compra. Que bom que meu sucesso está ajudando a divulgar outros gatinhos e a adoção!  Nesta postagem, vovô fala sobre sua relação com os gatos de uma forma geral e como é sua relação com o Mario Grey, tá imperdível. Claro que vocês vão ler, né? Para quem não sabe, o Mario Grey era um daqueles gatinhos de Sulacap que vocês viram em postagens anteriores por aqui.

Gostou agora, mamãe? Cadê o petisco que você prometeu?

CLIQUE AQUI PRA LER: http://site.amigonaosecompra.com.br/mario-grey-e-o-homem-que-nao-gostava-de-gatos/ 

Escrevendo pra fora 4

Fãs,

Eu, Borginho, fico tão feliz em escrever para novos leitores e para meus sempre leitores: vocês. Mais uma vez, as tias do Adote um gatinho me chamaram e fui lá. Para minha surpresa já tem gente pedindo livro meu em parceria com eles, hehehe. Olhem isso:

Eu adoraria escrever um livro para vocês! Espero que um dia realizemos este sonho. Enquanto isto, fiquem com o meu novo texto na adote um gatinho que colo abaixo:

Um domingo felino

Fãs e novos leitores,

Um gato é como o sol, o dia começa quando ele acorda. Aqui em casa também é assim. Eu sou o primeiro a acordar, dou uma lambida na água assim como um humano toma uma xícara de café, depois lambo as patas e levo ao rosto para tirar as remelas. Olhos desimpedidos, leio o jornal. O próximo passo é acordar a Christie que está sempre dormindo de barriga pra cima em um buraco qualquer. Eu consigo encontrá-la seguindo o som do ronco. Depois, vamos os dois até o quarto dos nossos pais. A porta é de correr, torna tudo mais fácil. Coloco duas unhas da pata direita para fora, enfio no espaço entre a porta e o batente e puxo, clec. Ela abre. Mamãe dorme do lado direito, papai dorme do lado esquerdo. Christie e eu disputamos quem vai ter o direito de deitar em cima da mamãe. Tiramos sempre no par ou ímpar e eu, claro, ganho. A Christie ainda não reparou que eu sempre coloco os números depois. Melhor assim. Pra ela, sobra sempre o papai.

Quando já estamos quase pegando no sono de novo, mamãe acorda. “Ai, Borges, já veio você me acordar, hoje é domingo.” Mamãe fala como se fosse brigar, mas eu sei que essa é a forma dela de dar bom dia. Ela me carrega no colo, abre a torneira do banheiro, eu tomo mais água, depois ela me dá comida. Papai e Christie acordam com o barulho da ração caindo na tijelinha. Na verdade, a Christie acorda, se espreguiça enfiando as unhas na barriga do papai, aí sim é que o papai acorda. De manhã, mamãe gosta de contar as coisas com as quais sonhou e de comer pão quentinho. Papai senta no sofá, pega o seu cachimbo, carrega com detergente e fica fazendo bolinhas na janela. Outro dia, papai fez uma bola de sabão tão gigante que a Christie conseguiu ficar dentro dela e flutuou por uns 3 segundos. Amo as manhãs com meus pais, pois tem cheiro de pão com manteiga, gosto de ração de carne e ainda podemos ficar apoiados na redinha da janela vendo as bolinhas de sabão voar que nem saborosos passarinhos.

Pouco antes da hora do almoço, enquanto todos nós conversávamos sentados no sofá, a Christie que não sossega nunca, pisou no controle remoto e ligou a televisão.  Que tamanho azar, pois a TV ligou no canal de um sujeito de roupa engraçada e voz letárgica que dizia que os gatos são traiçoeiros. Mudei de canal na mesma hora e surgiu um menino que era entrevistado e contava como foi ser arranhado por gatos e de sua alergia a pelos de gatos e também como era sofrer de toxoplasmose. Apertei de novo o botão e caí num seriado de televisão em que uma vilã de cabelos despenteados arrancava pelos de gato preto para fazer uma magia negra. Mudei de canal, pela última vez, e um sujeito, de terno e gravata, frisava olhando com uma mirada científica para a câmera: “gatos são apegados a casa e não aos seus donos!” Desliguei a TV ofegante. Papai, mamãe, Christie e eu, estávamos mudos e não conseguimos trocar palavras. Almoçamos em silêncio.

Nesta mesma tarde de domingo, papai e mamãe tiravam uma soneca da tarde, enquanto isto, eu escrevia, com a ajuda da Christie, uma carta de pedidos de desculpas. A carta dizia o quanto nós amávamos muito nossos pais e pedia perdão por sermos tão violentos, contagiosos e traiçoeiros. Christie sugeriu também que a carta dissesse que queríamos muito ficar ao lado deles e que se algumas vezes brincávamos de arranhar o sofá, dormir em cima das prateleiras ou debaixo da cama, isso não significava que éramos mais apegados a casa. E acrescentou: “coloca um pedido especial de desculpas por mim, Borginho, pois eu além de ser gata ainda sou preta.”

Novamente acordamos nossos pais. Entregamos a cartinha. Mamãe leu em voz alta no quarto e chorou. Achei que ela fosse colocar a gente pra fora já que tínhamos consciência do mal que fazíamos e da ameaça que somos. Só que mamãe rasgou a carta em picadinho, jogou pro alto e deu um abraço na Christie e em mim ao mesmo tempo. Disse que as coisas que vimos de manhã faziam parte de um filme de terror e que não eram verdade. Christie fez festinha com papai, ronronava em Fá. Eu subi no colo de minha mãe e só não escrevi outra carta naquele momento, pois o amor que sinto só poderia ser demostrado arrastando meu rosto no seu. Naquele exato momento tão feliz, concordei com uma coisa das que ouvi de manhã: gatos são mesmo apegados a casa. Minha casa é o colo da minha mãe.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

Fanpage: https://www.facebook.com/borgesogato

Blog: http://borgesogato.com/

Escrevendo pra fora 3

Fãs,

Estou feliz! Mais um texto meu saiu em outro site. Mais uma vez foram as tias gatinhas da Amigo Não Se Compra que publicaram. É um texto novo que escrevi especialmente para lá, então seria legal se vocês pudessem entrar lá e comentar também, dizendo o que acharam e compartilhando o texto. O nome do meu texto é O BERRÔ QUE DEU A SOLIDÃO.

PARA LER O TEXTO, CLIQUE NO LINK ABAIXO:

http://site.amigonaosecompra.com.br/um-novo-ponto-de-vista-sobre-o-abandono/

Espero que gostem! Lambeijos

Escrevendo pra fora 2

Fãs,

Se vocês não conhecem, devem conhecer agora a ONG Adote Um Gatinho http://adoteumgatinho.uol.com.br as tias são chiques, já foram no Jô (http://www.youtube.com/watch?v=K-sCPea8JVQ), já apareceram no Jornal da Band (http://www.band.com.br/jornaldaband/videos.asp?v=7345f3b743c6d6f8a5c5012e62f7a1f7) e têm um livro que já li (http://borgesogato.com/2012/01/18/um-gato-sortudo/)

Fiquei muito honrado, pois me chamaram pra escrever um texto pra Fanpage delas e já teve muuuuitos curtir e compartilhar. Leia aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151055320551314&set=a.134700271313.118739.130323036313&type=1&theater

Dentre os comentários, muita gente elogiando, aplaudindo, vibrando… mas o que achei mais sensacional, com todo respeito aos fãs, foi esse aqui que uma tia que não conheço, chamada Andreia, fez ao compartilhar.


Primeiro que a tia Tábata diz que sou muito magrinho (poxa, era minha foto de criança, gente)! Depois a própria Andreia explica que estou pra adoção e que estou fazendo graça pra ser adotado, MARKETING PESSOAL. hahahaha. Épico! Ri muito aqui junto com mamãe, papai e Christie. Amei essas tias.

Se você não tem Face, vou colar o texto abaixo para vocês poderem ler na íntegra.

Lambeijos

A gatidade

Fãs e novos leitores,

Confesso: tenho um sério problema com a palavra humanidade. Tá bom, assumo, muito provavelmente isso acontece porque sou um gato e não existe a palavra gatidade. Mas é que a palavra humanidade e seus derivados têm uma arroganciazinha por trás dela. As pessoas dizem: “precisamos ser mais humanos” como se fosse um sinônimo de “precisamos ser melhores.” Ninguém diz: “precisamos ser mais gatos” ou “mais macacos” ou “mais pernilongos”. Um humanista é sinônimo de algo muito bom, alguém que quer o bem. Mas onde estão os gatistas, os cachorristas, os coelhistas e os porquistas? Por que entre infinitas espécies as pessoas querem construir um mundo onde o ser humano é o centro?

Tenho a certeza que quando olham pra nós, os humanos pensam com amor e inveja. E se alguns têm ódio, nada mais é que fruto dessa inveja. Nós gatos temos mais que um simples modo de viver, temos uma filosofia: comemos, dormimos, corremos, desfilamos, há beleza em tudo que fazemos, nosso andar é bonito, nosso olhar é bonito, nosso sono é bonito. E não temos pressa, não precisamos trabalhar, brincamos com a caça e tomamos banho com a própria língua. Então, muitos humanos, com inveja, inventaram histórias e mitos assustadores sobre nós.

Nossa relação com os humanos é tão diferente que, de nós, derivam ofensas e elogios. Se em português é ruim ser um gatuno, é muito bom ser uma gatinha. Num passado distante e com cheiro de múmia, vários humanos nos viam como deuses. Para que ficassem sozinhos no centro do mundo, começaram a falar que somos infiéis, que damos azar, que transmitimos doenças. Mas quem trai, destrói e causa guerras com milhares de mortos, não somos nós, né? Quem tem um gatinho ao seu lado sabe o quanto somos carinhosos e adoramos nos enroscar no colo, sabe o quanto enchemos a casa de sorte e sabe, também, que o que transmitimos de verdade é alegria.

Por isto, hoje, quero oficializar a palavra gatidade e quero que gatuno passe a ser uma palavra lotada de sentidos bons. Que a humanidade tenha mais gatidade e que os humanistas sejam mais gatunos. Que todas as pessoas passem a valorizar o sono, a hora de comer, de se espreguiçar e andem com calma e de forma mansa como se pisassem com almofadas. Que todo o preconceito com os gatos seja coisa de um passado distante e assustador que não existirá mais, a não ser nos livros antigos e de terror que toda a gatidade lerá de noite, em volta da fogueira, ao lado dos humanos, mas só para se distrair, pois na verdade se amarão, assim como se amarão todas as criaturas num mundo feliz pintado com cores de sonho.

Ass.: Borges, o gato