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De volta às cortinas

Olá, fãs!

Estou aprendendo a conviver com as cortinas. Se logo no primeiro dia elas vieram ao chão, agora elas já não caem mais. Estão ali dançando ao vento. As cortinas possuem muitos méritos: são ótimos esconderijos, afagam minhas costas, servem de fio dental. Porém há um grande demérito que lhes cabe: elas diminuíram meu espaço para subir na janela. Tenho que mirar exatamente na brecha que me deixaram ou esperar o vento abri-la ainda mais para eu subir. Assim que agarro o parapeito, fico patinando com minhas patas traseiras buscando força para subir. Depois, é fácil, é só me ajeitar e ficar passeando pela janela como antigamente. Agora, fico protegido da casa. Como sou branco, me camuflo. “Borges, onde está você?” Pergunta minha mãe. Por trás das cortinas, sou um gato fantasma.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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6 comentários em “De volta às cortinas

  1. Vc consegue ser tão profundo mesmo em textos tão simples, por isso que sou sua fã, vc transforma as coisas comuns em algo extraordinário!!!

    Lambeijos, fantasminha camarada!

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