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Gatinha preta da sorte

Fãs,

Era de tarde, eu estava enrolado sobre a cama. A casa vazia, silêncio de dia cinzento. Senti cutucadinhas no focinho, era a Christie:

– Acorda, Borginho… acorda!

– Ruszumbiscustiscumzum… – falei

– Borginho, você não tá falando coisa com coisa, acorda!

–  Tuuszumbiscustiscumtiruzumbinsk…

– ACORDA, BORGINHO!

Acordei assustado com a Christie gritando.

– Que foi, sua doida?

– Olha o que eu tenho aqui-i-i!

– O quê?

– Biscoitos!

– Felinos???

– Humanos.

– Blerght. Pra que quero isso? Onde você os conseguiu?

– Peguei alguns emprestadinhos na mochila da mamãe, abri e tavam lá. hiihi.

– E pra que você quer isso?

– Ué, não tá vendo? São biscoitinhos da sorte.

– E daí?

– E daí??? Dizem que eu dou azar! Borginho, se eu comer meia dúzia desses, acho que deixo de dar azar, né?

– Christie, para de bobeira. Você sabe que isso é invenção dos humanos.

– Eu sei, mas é por via das dúvidas.

– Sem falar que isso aí vai fazer mal se você comer. Você só precisa abrir os biscoitos e ler o papelzinho que tem dentro.

– Papelzinho dentro?

– Isso, Christie.

– Que engraçado, os biscoitos de gato só vêm com papelzinho por fora.

– Não, Christie. Não é a embalagem, é o papel com a sorte.

– Aaaaah… então vamos abrir. Cada um tira uma sorte.

– Tá bom, eu primeiro! Huuuummmm… deixe-me ver, estou abrindo aqui: “Você vai ganhar muitos sachês!” Nossa, que sorte mesmo!

– Que bom, Borginho. Parabéns. Deixa eu abrir aqui o meu…. tô abrindo, abri! “Seu irmão vai te dar todos os sachês que ele ganhar!” Nooossaaaa! Sou muito mais sortuda.

– Ei, não vou dar nada.

– Vai sim, Borginho, tá escrito aqui, é o destino, já era.

– Ah, vou abrir outro. Deixe-me ver, tô abrindo… huuuuuummmm…. “Você vai ganhar um saco de catnip!” Nada mal, viu?

– Parabéns, Borginho. Deixa eu tirar a minha. Abri aqui: “Um gatinho branco vai te dar todo catnip que ele ganhar!” Aqui, Borginho. Tão falando de você. Iuuupi!

– Ei, eu não vou dar nada. Quem disse isso a esse biscoito? Chega de bobeira. Essa ordem dos biscoitos tá armada! Tira você agora primeiro.

– Tá bom, Borginho. Você tinha que estar feliz em me dividir suas coisas, credo. Vou tirar, poxa, vamos ver. “Vão jogar um balde de água em você!” Ai, que terrível, Borginho. Olha que coisa ruim, você tinha razão.

– Viu? Sabia. Agora sim, deixe eu tirar o meu. Estou abrindo aqui: “Você vai se jogar diante de um balde de água para salvar alguém muito querido!”

– Hihihihi! Obrigada, Borginho. Sabia que você faria isso por mim. Te amo também, tá? Ai, ai, eu sou uma gatinha preta da sorte mesmo!

– Ma…ma..mas, Christie.

– Obrigata, irmãozinho.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Christie e eu decidindo quem vai pegar o papelzinho da sorte primeiro.
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Eu, pegando mais um papelzinho dentro do biscoito.

12 comentários em “Gatinha preta da sorte

  1. ownnnn, a patinha do Borginho no biscoito… delicinha!!!!! Christinha querida, vc dá muuita sorte, meu amor. Preocupa não… E qualquer coisa, chama o Borginho que ele está aí para te salvar hehehehe

  2. Queridos Christie e Borges: Mais do que sorte, vocês gatinhos de todas as cores nos trazem muito mais do que sorte, vocês nos trazem Amor Incondicional! E foi um pretinho muito amado, meu primeiro gato adotado de um abrigo, bebezinho, magrelo, mirrado, quem me ensinou isso.
    Lambeijos. ..tia Rosane

  3. Excelente crônica como sempre!!
    Parabéns, Borginho!! Mas, se não me engano, a Christinha tá aparecendo bastante. Então parabéns pra ela tb!!

  4. também gostaria de saber quem inventou que gato preto dá azar ; acho que quem dá azar é quem nunca teve um gatinho na vida…

  5. hahahaha
    A Christie é mto sortuda mesmo! E vc é um mega fofo por dar os sachês e o catnip pra ela e defendê-la de um balde de água…
    hehehehehehhe

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