Inveja cinza à vista

Fãs,

Pessoa não sabe ler ainda, mas viu as fotos que postei ontem, da Hermínia em sua cama de gato, e resolveu zarpar para a casa da vovó atrás desse Eldorado felino. Na caravela do papai, Pessoa foi ao além-mar ao som dum fado e aportou em terras herminianas e greysistas. Ao chegar, a pequena Davi teve que enfrentar dois gigantes que protegiam o tesouro. Grey, ao vê-la, preferiu se esconder sob as cobertas. Hermínia, manca, ensaiou umas patadas, mas logo partiu em fuga. Pessoa conseguiu deitar numa cama de gato ao mesmo tempo metafórica e literal e, depois, compôs mentalmente sua Ode Triunfal, como fosse um Álvaro de Campos. Surgindo a lua, fim de tarde, Pessoa simplesmente retornou, como um Cabral: contou das novas terras, dos seres que viu e, fosse eu humano, teria me impressionado muito. Sendo gato, apenas dormi e não quis colonizar terra alguma.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

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Pessoa aportando em novas terras
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Pessoa diante de uma cama de gato, ao mesmo tempo metafórica e literal
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Cama de gato, com gata

4 comentários em “Inveja cinza à vista

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