Olá, fãs!
Há palavras que fazem mais sentido em outros idiomas do que no nosso. Janela: a palavra por si só não me diz muito. Penso em duas palavras: “Já e nela!” e quem seria esse “ela”? E por que “já”? Em inglês, menos ainda: window! De cara me lembra sistema operacional. Nada feito. Porém, em espanhol a palavra me apraz: VENTANA! Me lembra vento ou ventania. Penso em ventos que vem de fora e enchem a casa de novidades: novos cheiros e gostos. Christie e eu ficamos ali na ventana, nosso pelo balança ao vento.
Gosto de ver, ao lado do meu pai, o seriado House of Cards. Deitamos ali em frente da tv e ficamos obserando aqueles jogos de poder norte-americanos. O personagem central, Frank, fuma à noite com sua esposa na janela. Fumam o mesmo cigarro e trocam ideias. A janela ou melhor, la ventana, é este espaço que abrimos para o mundo de fora, sem sair de nossa casa. Christie e eu ficamos ali, feito Frank e Clair, pensando em formas de dominar o mundo, mas não dominar no sentido deles, dominar em conhecer todas as coisas, em fazer parte dele. Tampouco também o mundo que queremos é o mundo deles. Nosso mundo é muito mais singelo, é apenas, se é que se pode usar apenas, o mundo do lado de dentro de la ventana.
Ass.: Borges, o gato – @borgesogato
Borges, seu mundo, do lado de dentro de la ventana, é mais interessante do que muitos humanos conseguem viver… Que honra, fazermos parte dele, através de seus preciosos textos!…
Concordo contigo! Muita honra mesmo.
<3
Ok, Borginho.
O texto é perfeito.
Mas não consigo achar graça nessa tela aí da sua ventana…
Prefiro a tela tradicional, com aqueles buracões… Por eles passam muuuuuiiiiitoooooo mais novidades do que por esses buraquinhos microscópicos.
😛