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O dia em que engoli o mundo

Fãs,

No dia em que engoli o mundo, achei que fosse ter uma má digestão, mas não. No dia em que engoli o mundo, dois minutos depois, eu já não lembrava que havia engolido o mundo. As árvores, os animais, as pessoas de dentro do mundo sequer notaram que foram engolidas. Os pais continuaram a ensinar aos filhos: “a terra fica na Via Láctea e apontavam pra cima, apontavam para meu estômago.” Cientistas continuaram seus estudos e eu era chamado de Universo: “O universo é infinito, falou um deles…” Infinito é uma das palavras humanas mais idiotas. Eles dizem infinito para tudo que não conseguem medir. Quantos grãos de areia estão na praia? Infinitos. Quantos peixes no mar? Infinitos! Quando na verdade, sabemos que o infinito não existe e que por maior que possa parecer meu faminto interior, eu não era infinito. Entretanto como os homens não podiam me medir, eles diziam: infinito! Hoje, sinto-me um deus, pois detenho o mundo além de todos os infinitos humanos. Talvez o planeta fique aqui em seu imaginário universo infinito, mas talvez viva seu apocalipse e triste apocalipse que é de um planeta que vive dentro de um gato: acaba em uma vasilha higiênica, afundado em terra.

Ass.: Borges, o gato – @borgesogato

 

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5 comentários em “O dia em que engoli o mundo

  1. Borginho,
    Ultimamente vc anda meio bipolar.
    Um dia com textos muito fofinhos, outro dia meio depressive…..
    Olha isso, menino!!!!
    Hahahah!!!
    😛

  2. E como diria Rita Lee e tudo vira bosta kkkkkkkkk
    Desculpa Borginho mas lembrei disso pelo final do seu texto.

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