escrever

Palavras

Humanos,

As palavras não podem ser capturadas por nada, nem por papel. O que está escrito ali, muda de sentido, muda pelo tempo. Não adianta tentar prender as palavras. Se em 1492 você tivesse escrito a palavra “almofadinha”com certeza ninguém entenderia como é possível se entender hoje. As palavras têm vida própria, umas deixam a vida, morrem pelo percurso. Toda palavra pode se transformar e pode se apagar. Por isso, nós aqui gostamos de escrever naqueles quadros infantis, em que podemos apagar tudo a qualquer hora, a qualquer momento. Talvez seja bom parar de deixar rastros históricos, afinal, a história pertence sempre a quem lê, nunca a quem escreve. Quem lê entenderá sempre como quiser, pode se escrever vida, que o leitor hábil e ardiloso, mais criativo que nós, sempre arrumará um jeito de entender morte.

Borges, o gato.

 escrever

2 comentários em “Palavras

  1. Bom dia, Borges querido
    Eu nasci numa casa na Tijuca, na rua Conde de Bonfim, na cama da minha avó. Ela gostava muito de bichos e, principalmente dos gatos. Só que nunca perto da netinha recém nascida.
    Logo que me botaram no bercinho. a gatinha branca, Chaninha se enroscou juntinho da neném para dormir. Aí. a vovó chegou gritando que não ia permitir que a criança tivesse asma.
    A gatinha voltou várias vezes e sempre dormiu ao meu lado, era a minha melhor amiga.
    Convivi e compartilhei tudo sempre com meus amigos gatos. Temos muitas histórias, assim como você.
    A gente, eu e meus irmãos, adorávamos ver as almofadinhas e as dos dedinhos nós chamávamos de feijõesinhos. E quando os gatos se aboletavam com todas as patinhas escondidas e o rabo também, a gente chamava isso de fazer bolinho.
    Hoje, eu vivo com 2 caras que sabem fazer bolinhos muito bem, o Leopoldo e o Federico.
    Tenho 71 anos e nunca tive asma.
    Bjs
    Daisy Vitoria

Deixar uma resposta para Daisy Cancelar resposta