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Pequena Cremosa

Humanos,

O mundo é tão grande quando se é pequeno. O sofá azul relembra a imensidão do céu. As paredes são com as do castelo de um gigante. As mãos humanas parecem garras de tratores. Lembro-me de já ter sido pequeno, bem pequeno mesmo, tal qual Cremosa. Eu pulava feliz, corria de um lado para o outro, dormia em qualquer lugar, confiando em tudo e em todos. Quando eu era pequeno, eu era gigante de alegria. Hoje, não me comove nem a nostalgia. As lembranças me vêm apenas como imagens e não tenho interesse em fazer vastas interpretações. Olho Cremosa dormindo miúda sobre o sofá imenso e penso que alguém, de longe, me olha nesse mundo e acha que sabe algo sobre mim, como acho que sei sobre ela. Talvez sempre pareçamos filhotes para quem olha de longe, provavelmente, para o Infinito, eu não passo de um bebê dormindo sobre um sofá.

Borges, o gato

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3 comentários em “Pequena Cremosa

  1. Pois é, adoro quando estás filosófico Borges, realmente a visão de fora é sempre diferente né? Quando somos novos somos inocentes, naturalmente bons e propensos a acreditar na bondade alheia, tem gente e gatinho também, que não perde essa inocência de todo com o passar do tempo e com o acúmulo de experiências (nem sempre positivas), como seria maravilhoso se todos pudéssemos manter essa pureza de alma para sempre né! <3 <3 Cremosa de luvas S2 S2

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