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Reentrâncias divagadas do fosfórico verde anedótico que exala do ser

Benfazejos fãs,

Saltam-me as massas encefálicas crânio adentro. Conflitantes Bashô e Álvaro de Campos, Heráclito e Pierre Levy. Abstinência de tudo, presença de nada. Sã doença dos presentes indefinidos e mais que perfeitos pretéritos. O Tejo escorre-me pela boca e deságua no Rio Negro. Pulguinhas adestradas armaram circo em minhas orelhas para anunciar o Armagedom das bibliotecas vazias. Cavalos verdes urinam sopas de letrinhas e me recitam o livro de João, ressaltando que não posso mudar palavra alguma. Censuram-me: é um totem de mim. Cansa-me as verborragias próprias. Adjetivo adjetivos excessivos e sujos que tanto odeio. Água inunda as areias do deserto de Sherazade para deixá-lo infértil e afogar histórias. Ao meu redor, só decifradores, detetives, doutores e legalistas. Prendam-me o espírito e deixem a carne livre para ter qualquer prazer ao enterrar as próprias fezes sob dunas de poeira. Assino com minha harpa, como Nero assinou sua arte em Roma.

 

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17 comentários em “Reentrâncias divagadas do fosfórico verde anedótico que exala do ser

  1. Gente,
    Alguém me mostra cadê a tecla SAP deste texto????
    Ashuashuashuashuashuahsu!!!
    Gatinho maluco! Daqui a pouco te mandam pro hospício!
    😛

  2. Tem tradução simultânea, ó meu amorzinho, branquinho, gostosinho, sábio, letrado, inspirado e espirituoso gatinho? :/

  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Esse texto aí é para poucos viu Borginho?
    E eu não estou inclusa nesses poucos.
    Me diz se tu gostou desse livro “Um gato de rua chamado Bob”. Estou querendo comprar.
    Beijo lindo!

  4. Dorgas, manolo!!!!
    Borginho gastando o seu português! Que lindo amor!!!!! Mas suspenda um pouquinho o catnip, viu?!
    Tia ama!!!!!! <3

  5. Gente eu sempre apoiei o Borginho quanto a usar catnip mas acho que dessa vez ele usou demais…. Seus pais já sabem disso Borges??
    kkkkkk

    Lambeijos!

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